Nada

Hoje não tem crônica

Simplesmente não consegui pensar em um tema sobre o que discorrer hoje. Além de ter trabalhado bastante — não parece, mas isso é normal —, nos intervalos em que consegui parar para pensar num tema não saiu nada.

Pensei em escrever sobre a minha experiência como assinante da AOL (descobri que não quero aquilo nem de graça), mas não consegui passar do segundo parágrafo. Pensei em escrever sobre mais algum crime contra a língua portuguesa, mas a inspiração não bateu. Até o meu calendário da Varig com 31 dias no mês de abril veio à cabeça, mas esse tema não dá margem a um texto maior do que uma linha descrevendo o curioso erro de impressão.

Então sobre o quê escrever? Eu já escrevi sobre nada umas duas ou três vezes, mas, ainda assim, ao que parece, estou escrevendo pela terceira ou quarta vez. Que patético. Sempre achei que teria criatividade para escrever crônicas sobre assuntos diferentes todos os dias ou então, no mínimo, para contar alguma história curiosa que eu tenha presenciado, mas não consegui. Hoje não deu.

Se você ainda está lendo aqui, ou você é a minha noiva ou está gostando realmente desta dissertação sobre nada. Pensando bem, na verdade isto é uma dissertação sobre a falta de inspiração! Quem sabe até você se identificou com o que eu escrevi! Não? Ah, tá, então você só chegou aqui por osmose… Droga, achei que estava agradando.

Já são quase seis da tarde. Não tenho mais muito tempo para achar inspiração, então parece que este texto vai ser mesmo o que vai para a “gráfica”. O que eu vejo em volta? Poucas pessoas estão no escritório, o que é raro, ainda mais neste horário. Meu dicionário está em cima da escrivaninha. Bom, porque assim eu o coloquei no lugar. Também acabei de trancar o meu coelhinho (é como chamam os gaveteiros aqui na empresa), assim não esqueço a chave de casa, que está no meu chaveiro. Isso acontece quase todo dia. Geralmente eu me lembro disso no elevador ou no térreo, mas já aconteceu de eu só me lembrar na catraca do metrô.

Vou parar por aqui. Isto já não está mais parecendo uma crônica, mas, sim, uma carta. Não é o melhor texto que eu já escrevi, mas pelo menos preenche a lacuna. Peraí! O que estou fazendo? Isto está tomando o meu tempo! Tem a ver com o que eu falei no texto sobre a síndrome dos dias atuais! Nãããããããããããããoooooooo!!!!!!!!!

Foto: Julian Hochgesang/Unsplash.

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