Garage Guido, em algum ponto de Buenos Aires, em 2006. Foto: Alexandre Giesbrecht.

Diário de viagem (4)

Hoje o dia foi menos corrido, com a única programação sendo um tratamento facial que veio grátis com o nosso pacote. Mas, com o tal feriado (que até os argentinos pareciam ter sido avisados na última hora), não sabíamos se iria haver ou não. Como às nove ninguém atendeu o telefone por lá, já imaginamos uma mudança de planos. Pois bem: desceríamos para o café da manhã e se, às dez horas, continuasse sem ninguém atender, desistiríamos do tal tratamento e arrumaríamos uma nova programação dentro do possível. Mas não só o lugar realmente abriu, como muitas lojas abriram, especialmente na Calle Florida — de acordo com o mensageiro do hotel, por ela ser destinada mais aos turistas, não poderia ficar fechada.

Difícil, mesmo, foi chegar lá. Não até o prédio, mas até o primeiro andar. Por ser feriado, a porta de entrada do prédio estava fechada. Tocamos o interfone, mas ninguém atendia. Depois descobrimos que eles só ouviam, mas não conseguiam responder. Custava muito descer um lance de escadas para ver se não era cliente? Por fim, fizemos o tal tratamento. A Mel adorou.

Voltamos a pé de lá. Desta vez, foi mais fácil cruzar a Avenida 9 de Julio: precisamos de apenas dois sinais fechados. Nesse caminho, constatamos que era mesmo na Calle Florida que um percentual grande de lojas estava aberto. Nas outras ruas, não chegava a 50%. As Gallerías Pacífico estavam abertas. Demos uma última olhada e voltamos ao hotel, para tentar um late check-out, já que nossa carona para o aeroporto só chegaria às 15h30. Conseguimos o check-out para as 14h30, o que já ajudava.

Depois de arrumarmos, com dor no coração, as coisas, fizemos o check-out, deixamos as malas no maleiro e demos uma última passeada pela Calle Florida para passar o tempo. Eu quis ir ao McDonald’s, para comparar o sabor. Eles não têm McFish! Tive de me contentar em comparar o Quarteirão com Queijo, chamado por lá de Cuarto de Libra con Queso. Como era duplo, chamavam de Doble Cuarto de Libra con Queso. Não seria mais fácil chamar de Media Libra con Queso?

Depois foi a vez de a Mel almoçar (ela não quis McDonald’s). Ela escolheu um sanduichinho nas Gallerías Pacífico. Finalizamos os dois com (mais) um sorvete no Freddo. Na volta para o hotel, conhecemos a chuva em Buenos Aires. Depois de quatro dias com um tempo bastante agradável, nem quente nem frio, fomos brindados com a chuva justamente nos nossos últimos instantes em terras portenhas. É, não poderíamos ter dado mais sorte! Era uma garoa fina, que engrossou quando entramos na van. Sorte ao extremo.

Voo, free shop e alfândega sem maiores acontecimentos, chegada a São Paulo no horário. Fim da lua de mel? É o que vocês pensam… Essa não acaba nunca!

Foto: Garage Guido, em algum ponto de Buenos Aires. Fotografei apenas por achar o letreiro bonito. Crédito: Alexandre Giesbrecht.