Buenos Aires — Hoje chegamos por volta da hora do almoço a Buenos Aires. Tempo bom, céu claro, nada de frio, mas também nada de calor. A vista da janela do avião não prometia muito, por causa das nuvens, mas aqui não se via uma no céu. O traslado do receptivo pegou-nos no aeroporto, e fomos sem escalas para o hotel. Quer dizer, sem escalas onde descíamos do carro, já que o trânsito de Buenos Aires é um inferno, ainda que comparado ao de São Paulo!
Que hotel é este? Estilo antigo, mas não caído, moderno onde deve ser moderno e antigo onde é saudável se manter antigo. Mal tivemos tempo para conhecer o quarto, e a “gerente” do receptivo apareceu para se apresentar e programar conosco os passeios previstos no roteiro. Pois bem: o city tour ficou para amanhã de manhã, o chamado “tour de compras”, para a tarde, e o show de tango, para a noite. Agenda cheia, mas era o que estávamos prevendo de antemão.
Também percebemos que a nossa agenda estaria razoavelmente livre e saímos pela Calle Florida vendo o que encontrávamos por aí. Muitas lojas, preços bons e não tao bons, muita gente na rua — meio que me senti na Barão de Itapetininga, mas com gente falando espanhol. Passamos pelas Gallerías Pacífico, um shopping bem ao estilo Iguatemi, embora com preços mais convidativos. Fuçamos muito e não compramos nada, a não ser um guia (que já tínhamos visto na casa de um amigo, só que em inglês; saiu por 42 pesos, ou uns trinta reais), dois sorvetes na Freddo, uns salgadinhos e algo que eu gostaria muito que houvesse no Brasil: água saborizada. Saborizada de maçã, com um gosto bem parecido ao dos sucos de maçã europeus. Menos doce, é verdade, mas já compensa. Acho que vou ter de contrabandear para o Brasil. Ou então me conformar com aquelas porcarias de “néctar de maçã” que temos por aí.
Depois do passeio, demos outro pulinho ao hotel, desta vez para nos preparar para o jantar. Nesse pulinho, descobrimos que o hotel tem a tal da Globo Internacional. Seria uma pedida mais que razoável se pretendêssemos passar muito do nosso tempo no hotel. Depois de trocados (tem que estar chique), pegamos o táxi em direção ao Sucre, segundo mais de um “consultor” o melhor restaurante de Buenos Aires. Como o bairro onde ele fica não aparecia em nenhum dos nossos mapas e o taxista estava indo para o sentido oposto do que a moça da telefonia do hotel tinha nos indicado, já me preparei para reclamar com ele ao chegarmos, mas o caminho se mostrou o correto, mesmo. Mais de vinte minutos de táxi, e a conta mal passou de dez reais!
O restaurante já impressionava logo de cara. Muito bacana. Indicação corretíssima! Conforme fomos “instruídos”, pedimos “do bom e do melhor” para comemorar nossa primeira noite de lua de mel em Buenos Aires. A comida era servida em porções não muito generosas, mas era muito, mas muito mais gostosa do que eu poderia imaginar antes. E o sommelier deu uma grande indicação de vinho, além de duas taças cortesias de champanhe. Embora a equipe do restaurante fosse bastante atenciosa, o serviço era um pouco lento. Ainda assim, nada que estragasse uma grande noite!
Foto: Vista aérea de Buenos Aires, na nossa chegada. Crédito: Alexandre Giesbrecht.
