Capa do Jornal da Tarde de 19 de setembro de 1966, no acervo do Arquivo Público de São Paulo.

O fim do Jornal da Tarde

Quando o Jornal da Tarde — JT para os íntimos — passou a fazer parte da minha vida, ele já não era mais um vespertino como o nome sugere. A mudança tinha ocorrido fazia pouco tempo. (Parêntese: em sua última edição e no especial de 25 anos, publicado em 1991, é mencionado o mês de abril de 1988 como o da mudança, mas ela já era citada no passado em uma reportagem do Estadão de 5 de janeiro de 1986. Esse “mistério” só vai ser solucionado quando — e se — o acervo do JT for para a internet. Com o fim do jornal, talvez esse projeto, anunciado pelo Estado no início de 2012, mas sem data prevista de implantação até hoje, tenha sido cancelado.) Como o Estadão, jornal que assinávamos em casa, não saía às segundas-feiras, meu pai comprava o JT nesse dia e geralmente levava-o quando nos buscava na escola. Por muitas vezes li o jornal no trajeto entre o Morumbi, onde estudava, e Santana de Parnaíba, onde morava. Minha lembranças mais antigas disso são de 1988.

No segundo semestre de 1991, o Estadão passou a sair também às segundas-feiras, mas não consigo me lembrar se àquela época meu pai ainda mantinha o hábito de comprar o JT às segundas. A partir daí, por cerca de dois anos e meio, só o reencontrei após títulos do São Paulo, quando corria à banca para comprar todos os jornais. Nessa época, foram várias as vezes em que isso ocorreu, tantas foram as campanhas tricolores que culminaram com a taça sobre a cabeça de Raí. E ainda tenho todos esses jornais, como quem me conhece já suspeitava.

Em 1994, voltei a lê-lo regularmente, embora com atraso de um dia, abastecido pelos vizinhos, que guardavam as edições de segunda-feira para mim. Nesse ano, eu já estava na faculdade e tinha o costume de, todos os dias, comprar um jornal na banca, para poder ler durante (!) as aulas. Eu não comprava necessariamente o JT; eu alternava-o com o Diário Popular, a Folha da Tarde e até, eventualmente, o Notícias Populares, quando alguma manchete bizarra me chamava a atenção. Nenhum desses jornais existe mais. (Eu não comprava o Estadão e a Folha de S. Paulo, porque podia ler o primeiro em casa e o segundo na casa das minhas tias-avós, que eu frequentava bastante por ser muito perto da faculdade.)

Quando incluí em minha rotina uma viagem pendular diária de ônibus de cerca de uma hora, de Santana de Parnaíba à Avenida Paulista, decidi assinar um jornal. O escolhido foi o JT, do qual passei a ser assinante lá por outubro de 1999. Embora na época eu não soubesse, o jornal já era bem diferente de seus “anos de glória”, até a década de 1980, e não só por ser matutino. Aos poucos, ele foi perdendo sua característica de um design diferente, até irreverente em certos detalhes.


Pouco disso havia sobrado em 1999, e menos ainda sobraria a cada mudança sofrida depois. Mas era o jornal que se adaptava melhor ao meu dia a dia: eu conseguia lê-lo praticamente inteiro no percurso até chegar ao escritório onde trabalhava. E, se o visual tinha mudado para pior, o conteúdo tinha sofrido menos transformações. Estava mais sisudo, é certo, mas seu caderno de Esportes e sua cobertura local continuavam sendo provavelmente os melhores da cidade. Isso era importante para mim. Ainda é.

Uma das poucas mudanças para melhor na última década do jornal foi feita em 25 de agosto de 2003: ele reviveu a “Edição de Esportes”, como passou a ser chamado o caderno de Esportes às segundas-feiras, retomando o nome usado no jornal a partir do fim da publicação que circulara entre 1964 e 1973. Ela ganhou numeração separada, começando do número 1, e formato tabloide, da mesma maneira como ele era apresentado trinta anos antes. Regularmente, vinha com mais de quarenta páginas (44 e até 48) e trazia semanalmente o “Paredão”, uma entrevista com duas ou três páginas, e a seção que retratava o “onde anda” de algum ídolo do passado, sob o título “Cadê você?”. Isso sem falar em uma cobertura maior dos jogos. Era a época de seguidos Troféus Ford Aceesp. Tenho várias das edições encadernadas. Ainda hoje, tenho tanto prazer ao folheá-las quanto as dos anos 1970 e 1980 (que não tenho em casa).

Nos últimos anos, o que distinguia essa “Edição de Esportes” já tinha sumido. As seções “Paredão” e “Cadê você?” acabaram (a primeira já em 2005; a segunda, no ano seguinte), e até uma seção um pouco mais recente, que trouxe entre 2007 e 2009 fotos para os leitores identificarem, sumiu. Participei semanalmente daquela que pedia para identificar um jogo só pela foto e vi meu nome ali em todas as semanas, menos duas. Era uma bela diversão, que para mim se perdeu quando passou a trazer apenas fotos de jogadores, mas que ao menos seguia buscando interação.

Se fossem apenas as seções sumindo, não haveria muito problema, mas as páginas também tinham minguado. O último caderno de esportes de segunda-feira, em 29 de outubro, trouxe apenas dezesseis páginas. Tudo bem, não tinha havido rodada no domingo, por causa das eleições, mas não deixa de ser simbólico — a edição de 22 de outubro, com rodada normal, teve vinte páginas. Em dezembro de 2010, a edição do campeão brasileiro — o Fluminense, mas um time paulista estava na briga até a última rodada — rendeu míseras 24 páginas. Para efeito de comparação, a edição do campeão de 2003, o Cruzeiro, teve o dobro de páginas, e, apesar de haver um clube paulista na “luta”, ele tinha pouquíssimas chances.

Deixando claro: não estou comparando com as “Edições de Esportes” de 1974, também em formato tabloide, mas de uma época em que o jornal tinha uma importância distinta. Estou comparando com sete anos antes ou menos, quando a internet já estava bastante disseminada. Perdeu-se muito conteúdo em pouco tempo. Sem conteúdo, a importância também diminui. E, sem importância, o fim parece próximo.


Havia anos que eu ouvia falar que o JT poderia acabar. Nas semanas que precederam seu fim, no primeiro dia de novembro de 2012, esses rumores intensificaram-se e, no dia 29 de outubro, uma segunda-feira, foram confirmados. E o fim foi breve: na quarta-feira, já saiu a última edição. E nem consegui guardar mais de uma, pois eu estava em Porto Alegre no dia e, quando cheguei a Guarulhos, às três da manhã de quinta, graças a um atraso de mais de quatro horas da Avianca, já haviam recolhido as edições, se é que havia sobrado alguma. Fiquei apenas com a minha de assinante.

Por falar na assinatura, nunca cheguei a receber um comunicado oficial do fim da minha assinatura; apenas os textos que circularam no jornal na terça e na quarta-feira. Em um deles, o “Comunicado importante aos assinantes do Jornal da Tarde”, uma frase surpreendentemente conformista: “Caso tenham interesse, uma opção é continuar com a assinatura, passando a receber o Estadão.” Como assim “caso tenham interesse”?! Perderam a chance de fidelizar um público que, apesar do baque, poderia seguir com o Estadão! Bastava avisar que eles seguiriam recebendo o “irmão mais velho” e pagariam o mesmo preço da assinatura do JT por, sei lá, um ou dois meses.

Depois desse “caso tenham interesse”, fiquei surpreso ao ver que, na quinta-feira, entregaram o Estadão na minha porta, mas ainda não fazia ideia de quanto pagarei por isso. A assinatura custa o dobro da do JT, e não estou inclinado a seguir com um jornal que não tenho tempo de ler pela manhã, isso sem falar no minguado caderno de Esportes, que não só não chega aos pés do do JT nem nos melhores dias do primeiro e piores dias do segundo.

Se o “Jornal do Carro” sobreviveu (por enquanto) no Estado, por que não dedicar-se também a um caderno de Esportes que honrasse a memória do finado e respeitasse seus leitores? [Atualização 31/10/2020: Acabei mantendo o Estadão, mesmo com a assinatura já custando mais que o dobro do que eu pagava pelo Jornal da Tarde. E mesmo com o jornal sendo ainda menor do que já era no fim de 2012. Em 2012, eu recebia o equivalente a uma página de cobertura do meu time por dia; em 2015, em dias sem jogos, recebia menos de um quarto de página. A partir de 2016, não era mais garantida uma cobertura diária dos quatro grandes do estado. Não por acaso, já não recebo mais o jornal em casa, embora ainda assine a versão digital, mais pelo acervo do que pelas edições novas, que eu raramente acesso.]


Os leitores, de quem o JT dependia para sobreviver, já que quase não tinha anúncios, não pareciam se importar muito com o jornal. Na seção de cartas da página 2, alguns nomes repetiam-se muitas vezes, como Uriel Villas Boas e Luiz Nusbaum, entre outros. Provavelmente, eram dos poucos que mandavam cartas — ou melhor, emails — para a redação. Ter uma carta publicada ali era muito mais fácil que no Estadão, que recebe um volume muito maior. Mandei uns seis ou sete emails para a seção entre 2003 e 2012, e acho que todos foram publicados, inclusive um que teve palavras inseridas pelo próprio editor, algo de que não gostei muito. Deve ter sido justamente para preencher espaço pela falta de leitores escrevendo.

E por que não havia muitos leitores escrevendo? Talvez porque a comunicação dificilmente tinha mão dupla. O máximo de interação que se tinha era o blog do jornal (chamo assim porque era um blog, não um site), onde os leitores podiam comentar, mas nunca vi uma resposta da redação a nenhum comentário, nem aos incisivos nem aos inofensivos. De certo modo, é como se ainda estivéssemos nos anos 1980, mas sem um jornal igual aos daquela época.

Quando escrevi um email sobre minhas considerações a respeito do jornal (parte deste texto foi tirada de lá), não consegui sequer descobrir para onde mandá-lo, senão para a seção de cartas e para o responsável pelo caderno de Esportes, Luiz Antônio Prósperi, e este só porque seu endereço era listado em sua coluna semanal, senão nem isso. Não tenho a menor ideia se meu email foi lido, pois nunca recebi resposta, e ele tornou-se meu único email com o endereço da seção de cartas que não foi publicado.

Nesse email, eu também mencionava a seção “Há XX anos”, que fica com os xx no nome, pois mudava quase todos os dias. Era uma ideia boa, mas bastante subutilizada desde o início: a capa que aparecia era minúscula, e, quando muito, era possível ler a manchete principal e uma ou outra adicional. Uma pena, especialmente nas edições dos primeiros trinta anos do jornal, que são de um primor gráfico que se destaca mesmo na época atual. Não sei por qual motivo, havia períodos em que praticamente só se publicava capas de dez anos antes, com raras exceções (uma ou duas por semana), talvez como um apelo à solução mais fácil.

Se dessem um jeito de deixar a capa em tamanho maior, o texto que a acompanhava poderia até ser dispensado. À exceção da Última Hora, não há jornal no Brasil que tenha se destacado tanto por seu design quanto o Jornal da Tarde, e perderam por anos a oportunidade de destacar isso ao leitor atual, muitos dos quais não tiveram contato com os jornais da época, a não ser por matérias autolaudatórias em que eram destacadas sempre as mesmas capas do passado.

Não que essas capas “de sempre” não devam ser destacadas, pois, de fato, marcaram não só o jornalismo como muitos leitores. O exemplo mais citado é a capa de 6 de julho de 1982, a do menino com a camisa da seleção brasileira chorando a eliminação diante da Itália na Copa do Mundo. Aos quarenta anos, o menino, claro, virou matéria sobre o fim do jornal, publicada no Uol e possivelmente em outros veículos. Mas a de que mais gosto é a de 8 de junho de 1970, com a expressão de um torcedor mudando até culminar em um alegre sorriso pelo gol do Brasil contra a Inglaterra na Copa do Mundo. Nos dois casos, era a cara do JT usar personagens aparentemente alheios ao assunto.

Essa foi uma das características que o jornal perdeu. Em sua última edição, ele destacou algumas “capas que marcaram os 46 anos”. É quase constrangedor ver como as capas do século 21 são muito menos criativas que as do século anterior. Fiquei com a impressão de que as capas de destaque nos últimos anos são simplesmente aquelas que têm uma foto grande, independentemente se as fotos grandes são marcantes ou não.

E, claro, eu não poderia deixar de mencionar a desastrada mudança no logotipo. Por 33 anos após o lançamento do jornal, a fonte de seu logotipo foi a bela Clarendon. Em 1999, ela foi substituída pela Helvetica Ultra Compressed, mais tarde adaptada para outra fonte da família, Helvetica Compressed, um pouco mais “gordinha”, mas com o “r” de “jornal” com um rabicho visivelmente menor que o de “tarde”. Apenas sete anos depois, nova mudança, para a Interstate, mesma fonte que passou a ser usada nas manchetes. Pela primeira vez, o nome do jornal ganhou maiúsculas. E seguiu assim até sua morte. Não me parece coincidência que, na última edição, para os topos das páginas falando da trajetória do veículo, tenha sido escolhido o logotipo original.


Falando nessas páginas especiais, o JT não teve direito sequer a um obituário digno. Na página 8A de sua última edição, um texto apócrifo nada mais é do que uma versão reduzida, sem os devidos créditos, de outro texto, publicado por José Maria Mayrink no Estadão de 5 de janeiro de 1986. Naquela ocasião, era para comemorar o aniversário de vinte anos do jornal. Agora, servia como epílogo requentado de uma história que merecia muito mais.

Mas talvez um obituário “oficial” nem fosse tão necessário assim. Vários profissionais que passaram por lá e outros que por ele foram influenciados escreveram em seus blogs a respeito. Seguindo a ordem em que apareceram no meu Google Reader: Mauro BetingFlávio Gomes, Luís Augusto Símon, Dagomir Marquezi, Cley Scholtz (Reclames do Estadão), Eduardo BaptistãoJuca Kfouri (com cartum de By Guedex) e José Maria de Aquino, além de Mino Carta, que não está no meu Google Reader — os nomes sem links representam textos que não estão mais no ar. Isso sem falar em textos como os de Martin Jayo, Evaldo Novelini e João Ricardo Lima, além de outros textos não lincados e, vá lá, este aqui, publicado originalmente em meu blog, atualizado em 2015 e ligeiramente modificado em 2020. Incluiria ainda o verbete sobre o jornal na Wikipédia, boa parte dele escrito por mim.

Em 2012, escrevi: “O JT vai fazer falta.” Nas duas revisões seguintes, pude constatar: o JT está fazendo falta.


Memórias de José Maria de Aquino sobre o JT

Ótimo relato, Alex. Com dados e datas de que eu nem de longe me lembrava mais.

Comecei minha vida de jornalista — o que nunca tinha pensado ou desejado ser — no JT, levado pela insistência do meu cunhado Luiz Carlos Secco, que trocou o Estadão, na época, pelo JT, escrevendo sobre automobilismo. Trabalhei de janeiro de 1966 a fevereiro de 1970, quando fui, com alguns companheiros, para a Placar.

Em 1964, como laboratório para o JT, tinha a Edição de Esportes (do Estado), que saía às segundas-feiras, mas ia para as bancas na Capital já na noite do domingo. A edição era preparada durante a semana, com longas e marcantes reportagens. e encerrada na tarde/noite de domingo. A gente levava máquina para os estádios, escrevia lá mesmo, terminando a matéria praticamente com o último apito do árbitro. E, enquanto íamos escrevendo, um companheiro ao lado ia passando o texto para a redação por um rádio de campana. Era gostoso e emocionante.

O JT saiu pela primeira vez no dia 4 de janeiro de 1966. Tudo no Grupo Estado tem o dia 4 de janeiro como data de partida. É uma data importante para a família Mesquita. Nesse dia, havia sempre uma missa nas oficinas, com a presença da família Mesquita e da família de muitos funcionários.

O Estadão era uma família. Quando veio o JT, para ser o irmão mais novo, desaforado, briguento, com palavreado mais moderno, havia e era instigada uma concorrência entre as duas redações. Não se falava de matérias uma com a outra. Ao contrário, uma procurava esconder da outra o que estava fazendo — assim como os repórteres. O JT pagava melhor, bem melhor que o Estadão. Mas também exigia mais trabalho.

Como Jornal da Tarde, chegava nas bancas até as 15 horas. Ao lado do nome do jornal, havia um reloginho com os ponteiros marcando 15 horas. A “cara” do jornal era responsabilidade do Murilo Felisberto, um gênio, que comandava um grupo enorme de mineiros vindos na cola dele. Ivan Ângelo, Fernando Mitre, Luciano Ornelas, Kléber de Almeida, Moisés Rabinovici… Era fechado mesmo na manha do dia, até as 12 horas. Às vezes, esperavam um pouco mais, quando a notícia merecia.

Na véspera da estreia de Mané Garrincha no Corinthians, o Estadão saiu dizendo na manchete da página de Esportes que Mané iria esperar mais trinta dias para jogar (ele veio baleado). Fui ver o treino pela manhã, no Parque São Jorge, e voltei de lá com a informação de que Mané iria jogar na quarta-feira, dia seguinte, contra o Vasco.

Quando disse ao Tão Gomes Pinto, editor de esportes do JT, ele deu o grito mais gostoso que se ouvia (hoje não existe mais) numa redação: “Parem as máquinas!” Significava dizer que tinha uma notícia mais forte, bomba, furo para ser dada. E a manchete do jornal foi “AMANHÃ TEM MANÉ”. Houve uma quase revolução na redação do Estadão quando o JT foi para as bancas. Queriam a cabeça de quem deu aquela notícia “mentirosa”, que desmentia o jornalão.

Essa era uma das coisas mais importantes e que fazia do JT um jornal vibrante e quente, além de bonito, bem desenhado pelo Murilo. O fato de se poder ir para as bancas com uma notícia fresquinha, do dia.

Outro detalhe importante é que a direção bancava o que o repórter escrevia. Se alguém dissesse que ia processsar, o Ruy Mesquita dizia que era com ele. Nessa época, Wadih Helu, presidente do Corinthians, reclamava muito do que escreviam sobre o clube. E, depois de muitos pedidos, foi ter uma conversa com Ruy Mesquita. Pediu a cabeça dos repórteres que cobriam o time, especialmente do Eraldo. Quando deixou a sala, Ruy Mesquita quis saber tudo sobre ele, Wadih. E, em vez de demitir um ou mais de nós, escreveu um editorial, no Estadão, com o título “O cafajeste”. Onde mais fariam isso?

Foram só quatro anos, mas foram excelentes. Muita vibração, adrenalina, muita amizade e sucesso — o que fez com que a Abril levasse quase toda equipe da EE para fazer a Placar.

Vou parar por aqui, porque outro dia o Sportv esteve aqui em casa para me entrevistar sobre o JT, e acabei me emocionando. Para concluir, e seguindo seu perfeito relato, a conclusão é simples — de que um jornal não morre num dia. Vai morrendo aos poucos…

Texto escrito por José Maria de Aquino, em 3 de novembro de 2012, como comentário à postagem original.